É Apenas Um Hobby?

Leia A Transcrição Da Entrevista De Alessandro Molon à Folha E Ao UOL


Leio no UOL sobre isso um novo projeto de Guilherme Arantes em que ele interpreta, ao piano, noventa de suas músicas. Assinada por Leandro Vieira, a reportagem diz que Guilherme tem “a curiosa intuição de que tuas músicas serão mais valorizadas daqui a vários anos”. Concordo com a alegação. Em meu livro “Pavões Misteriosos”, fiz um perfil de Guilherme Arantes, tentando esclarecer por que boa parcela da crítica musical torcia o nariz para ele.


Guilherme Arantes neste instante estava acostumado com as ironias e brincadeiras de seus amigos da Escola de Arquitetura e Urbanismo da usp. Era só ele mostrar-se nos corredores da instituição pra alguém gritar: “Lá vem o ídalo! ”. Guilherme não estava entre os melhores alunos da fau; faltava muito às aulas e atrasava com os trabalhos.


Era compreensível: não devia ser descomplicado se concentrar nos estudos depois de atravessar a noite tocando em shows pra 5 1000 pessoas ou ser esmagado por fãs histéricas no auditório do Chacrinha. No começo de 1976, um diretor da Som Livre, Otávio Augusto Cardoso, cantor que gravara em inglês com o nome de Pete Dunaway, chamou Guilherme para fazer um compacto.


A música foi “Meu mundo e nada mais”. Guto Graça Mello gostou e incluiu a canção na novela Anjo mau, da tv Globo. Os colegas de Guilherme na fau caíram matando. “Eles associavam a Som Livre e a Globo aos militares, e eu entrei desse balaio. Eu era considerado um intelectual de segunda linha, um ídolo artificial criado pela Som Livre”, conta o compositor. O compacto foi o primeiro lançamento de http://meustreinos29.soup.io/post/659538211/Como-Foi-A-Altera-o-Capilar-Das do término de teu grupo de rock progressivo, o Moto Perpétuo.



“Meu mundo e nada mais” era uma canção romântica sobre isto traição: “Quando eu fui ferido/ vi tudo modificar/ das verdades que eu sabia/ só sobraram restos/ que eu não esqueci”. Foi um sucesso rápido e transformou o cantor, aos vinte e dois anos, em “ídalo”. http://tecnicassobrevivaohoje58.qowap.com/14985336/tudo-o-que-um-website-de-boniteza-deve-ter sua pinta de galã teen, ele causava frenesi nos programas de tv, e tua imagem decorava pôsteres em quartos de jovens: “Teve uma época em que eu tinha raiva de ser elegante, já que os compositores interessantes eram feios.


Eu tinha uma puta inveja do Zé Ramalho, tendo como exemplo. http://dicasparatratandoagora34.beep.com/.htm?nocache=1530671563 , e acho que existe até hoje, de que uma pessoa formosa não pode ambicionar tudo. E também atraente, assim como quer ter talento? http://reduzindopeso8.qowap.com/14992966/d-vidas-de-blogueiras-iniciantes negócio é este? Além das fãs que lotavam os auditórios do Bolinha, do Chacrinha e de Raul Gil, havia mais gente prestando atenção em Guilherme Arantes.


Lulu Santos, que em 1976 tocava pela banda de rock Vímana, considera “Meu mundo e nada mais” o “big bang do novo pop brasileiro”. Teu parceiro na banda, o inglês Richard David Court, mais conhecido por Ritchie, lembra o choque que sentiu ao ouvir a canção pela primeira vez: “Era uma coisa supermoderna, bem-feita, totalmente antenada com o que estava ocorrendo no exterior. O Guilherme sempre teve um talento incrível pra fazer pop. Ele pode cantar a listagem telefônica que todo mundo vai parar com o intuito de ouvir”.


“Meu universo e nada mais” é uma sinopse perfeita do modo que consagraria Guilherme Arantes: uma letra descomplicado, cantada com paixão e peito aberto, e um refrão bombástico, daqueles de suspender grandes plateias. Nem sequer sinal dos sussurros contidos e aborrecidos dos cantores da Bossa Nova. Guilherme achava que a formação da mpb engajada usava várias metáforas nas letras, devido a da censura, e tentou fazer canções mais diretas, que se comunicassem bem com o público.



“Meu tipo era ingênuo, quase naïf. Eu gostava muito dos poemas de Maiakóvski, e queria fazer uma música que tivesse aquela fulguração poética, aquele rompante franco de Maiakóvski. Se as estrelas se acendem, será por que alguém deve delas? “Meu universo e nada mais” marcou o início da parceria de Guilherme Arantes com Guto Graça Mello.


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